A estimulação magnética transcraniana repetitiva do córtex motor melhora a espasticidade na esclerose múltipla.
Centonze D, Koch G, Versace V, Mori F, Rossi S, Brusa L, Grossi K, Torelli F, Prosperetti C, Cervell
Neurology. 2007 Mar 27;68(13):1045-50

OBJETIVO: Para investigar se a estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) pode modificar a espasticidade. MÉTODOS: Empregamos protocolos de alta freqüência (5 hertz) e de baixa freqüência (1 hertz) de rTMS em 19 doentes que apresentam recidiva-da esclerose em placas e espasticidade dos membros inferiores. RESULTADOS: Uma única sessão de rTMS de 1 hertz sobre o córtex pré-motor aumentou a relação da amplitude de H/M do reflexo do soleus H, uma medida neurofisiológica de confiança do reflexo do estiramento. Cinco hertz diminuíram a razão proporcional da amplitude do reflexo do soleus e aumentou a excitabilidade córtico-espinal. Uma sessão única não induziu nenhum efeito na espasticidade. Uma melhora significativa da espasticidade dos membros inferiores foi observada quando as aplicações de rTMS ocorreram repetidamente durante 2 semanas. A melhora clinica foi duradoura (pelo menos 7 dias após o término do tratamento), quando os pacientes foram submetidos a 2 semanas de 5 Hz. Nenhum efeito foi obtido após 2 semanas de tratamento placebo (simulado). CONCLUSÕES: A estimulação magnética transcraniana repetitiva pode melhorar a espasticidade em esclerose múltipla.

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