A modulação de funções autonômicas cardíacas nos pacientes com depressão maior tratados com a estimulação magnética transcraniana repetitiva.
Udupa K, Sathyaprabha TN, Thirthalli J, Kishore KR, Raju TR, Gangadhar BN.
J Affect Disord. 2007 May 7

INTRODUÇÃO: O desequilíbrio autonômico cardíaco clínico secundário é associado com a depressão. A melhoria clínica produzida pela terapia com antidepressivos pode alterar esta disfunção autonômica. OBJETIVOS: Investigar o efeito da terapia de estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) nas funções autonômicas medidas pela variabilidade da taxa de coração (HRV) em pacientes da depressão e compará-lo com os inibidores seletivos de recaptação da serotonina (SSRI). MÉTODOS: Os pacientes não medicados com depressão maior diagnosticados pela DSM-IV-TR foram recrutados neste estudo (n=67). A escala basal de depressão de Hamilton (HDRS) e as medidas da função autonômica cardíaca foram gravadas e comparadas com as aquelas após duas semanas da terapia com rTMS (n=27) e de um mês após a terapia de SSRI (n=25). RESULTADOS: Ambas as terapias produziram a redução comparável e significativa em contagens de HDRS. As medidas de HRV indicaram que os rTMS produziram uma redução significativamente maior na relação simpático: parassimpático que sugere a melhoria no balanço simpático-vagal. Os testes de função autonômicas cardíacas convencionais não diferenciaram os dois efeitos da terapia. CONCLUSÕES: O efeito antidepressivo produzido pela rTMS não somente é efetivo, mas também ' corrige' o desequilíbrio autonômico. Os antidepressivos SSRI foram administrados sistemicamente e devido seu efeito cardíaco direto, pode ter mascarado os efeitos que ocorreriam pela melhora na depressão. Alternativamente, a correção neurofisiológica com terapia com fármacos pode ter uma latência mais demorada, assim como seus efeitos terapêuticos.

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