Consideracoes Futuras sobre a EMTr
Felipe Fregni e colaboradores
Research fellow - Laboratory for Magnetic Brain Stimulation, Department of Neurology, Beth Israel De

Hoje, apesar da ação da medicação antidepressiva estar bem estabelecida, a existência de casos de pacientes com quadros resistentes à medicação continuam a ter impacto importante na saúde pública. O papel da EMTr poderia ser fundamental no tratamento de tais pacientes e daqueles que possuam riscos para TEC, ou ainda dos que não toleram os déficits cognitivos da sessão de TEC (Eletroconvulsoterapia - Eletrochoque). A EMTr pode, ainda, ser útil com uma terapia aditiva às terapias medicamentosas existentes [Conca et al, 1999].

A EMTr é uma nova técnica com grande potencial de aperfeiçoamento. O seu uso tem a possibilidade de ser ampliado, podendo ser usada para estudar as funções cognitivas, como a função visual [Pascual-Leone et al, 1999], para avaliar as vias corticoespinais e ainda, ser valiosa no estudo de doenças neurológicas, como esclerose múltipla e mielopatias [Rossini, 1998].

A EMTr é uma nova fronteira para a psiquiatria: uma ferramenta terapêutica ao invés de diagnóstica. A Estimulação Trancraniana Magnética tem um perfil minimamente invasivo e os efeitos adversos são de baixo significado clínico. Apresenta ainda baixos custos quando comparado a outras técnicas, como, por exemplo, o TEC. Por essas razões, a EMTr pode se tornar uma alternativa mais precocemente utilizada para o tratamento de depressão maior. Estudos duplo-cego adicionais, ainda são necessários, antes dessa sugestão se tornar uma recomendação clínica específica.
Fregni F, Pascual-Leone A*

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