Estudos com Grande Evidencias Pró EMTr no Tratamento de Depressão
Felipe Fregni e colaboradores
Research fellow - Laboratory for Magnetic Brain Stimulation, Department of Neurology, Beth Israel De

Pascual-Leone et al [1996] realizaram um dos primeiros estudos randomizados com EMTr para o tratamento da depressão. Os autores estimularam diversas regiões, e obtiveram melhores resultados no córtex pré-frontal esquerdo, apesar da pequena duração dos efeitos. Conca et al [1996] publicou um estudo aberto com resultados positivos após o uso de EMTr como uma terapia aditiva para a depressão, apesar de terem usado a EMT de pulso único ao invés da EMTr. Posteriormente, Triggs et al [1999] and Avery et al [1999] estimulando apenas o córtex pré-frontal esquerdo obtiveram resultados impressionantes, atingindo uma redução maior que 50% na escala de Hamilton em metade dos pacientes [Triggs et al, 1999] e com efeito duradouro - mais de 1 ano em 1 paciente [Avery et al, 1999].
Pascual-Leone et al [1996], em um estudo randomizado com uso de placebo, avaliou 17 pacientes com depressão resistente do subtipo psicótico. EMTr placebo e EMTr aplicada sobre o vértex, córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo e direito a freqüência de 10Hz, com 2000 pulsos por sessão, a uma intensidade de 90% do limiar motor (LM). Sessões diárias por 5 dias consecutivos foram realizadas com um mês de intervalo entre elas. A menor pontuação na escala de Beck e Hamilton foi obtida após a estimulação do CPFDL em comparação com os outros pontos de estimulação. Porém, os efeitos duraram por apenas duas semanas, na terceira e quarta semana não havia diferença entre os grupos. Para os autores, esse efeito fugaz poderia ser devido ao tempo curto de estimulação, comparado com outros que usaram em media 10 dias de estímulos.
Conca et al [1996], em um estudo randomizado, analisou a eficácia da EMT de pulso único como uma terapia aditiva ao antidepressivo padrão para o tratamento de depressão maior.
24 pacientes com depressão maior foram divididos em dois grupos de 12 cada. Um grupo recebeu EMT como terapia aditiva a medicação, enquanto que o outro grupo recebeu apenas antidepressivo. A EMT foi aplicada sobre a região correspondente aos locais de eletrodos: Fp1, Fp2, F3, F4, T3, T4, P3, and P4. Cada área foi estimulada 5 vezes, aplicadas a mesma intensidade de 1,9T (100% da capacidade máxima do aparelho em questão) por dez dias. Após três dias, o grupo tratado com depressão tinha as menores pontuações no Hamilton: media de 26,2 para o grupo com EMT versus 31,75 para o grupo com medicação apenas.
Essa diferença entre os grupos se tornou mais clara no ultimo dia do estudo e durou por pelo menos 14 dias após a estimulação
Apesar do uso de pulso único ao invés de EMTr e vários pontos de estimulação, não apenas o córtex pré-frontal esquerdo, os resultados foram positivos, sugerindo que a EMT pode ser uma ferramenta para ser usada como terapia aditiva na depressão. Os autores [Conca et al, 1996] acreditam que o efeito antidepressivo da EMT é intrínseco ao invés de um possível gatilho para ação da droga antidepressiva.
Triggs et al [1999], em um estudo aberto de EMTr sobre o córtex pré-frontal esquerdo em 10 pacientes com depressão maior resistente a medicação, realizou sessões diárias de EMT (2000 estímulos, 20 Hz, 80% LM) por 10 dias em cada paciente. As medicações antidepressivas foram reduzidas e descontinuadas por uma semana antes do começo da EMTr. O tratamento com EMTr foi associado a uma melhora significativa do humor, incluindo uma redução de 41% no HAM-D e 40% na pontuação da escala BDI. Cinco pacientes puderam ser classificados com respondedores ao tratamento, definidos por uma redução de pelo menos 50% na escala de HAM-D após a aplicação de EMT. A melhora na escala de BDI nos 10 pacientes ainda foi estatiscamente significativa após 3 meses da aplicação de EMT. Apesar de este ter sido um estudo aberto, sem o uso de placebo, todos os pacientes eram resistentes a terapia farmacológica, no qual dois períodos de 4 semanas com antidepressivos havia resultado em insucesso. Com a EMTr, todos responderam bem sem o antidepressivo.
Avery et al [1999], em um estudo com rTMS real e placebo sobre o córtex pré-frontal esquerdo no tratamento de 6 pacientes com depressão farmacologicamente resistente usou os seguintes paradigmas: 80% LM a 10 Hz com 1000 pulsos em 10 sessões em um período de 16 dias. Os pacientes escolhidos haviam tido insucesso com pelo menos dois diferentes tipos de antidepressivo. Apesar da amostra reduzida, os autores concluíram que a melhora no grupo recebendo EMTr (queda de 10,5 na escala de Hamilton) eram significativa. Outro achado do estudo foi uma melhora na performance dos sujeitos nos testes neuropsicologicos após 10 dias de tratamento. No estudo, ainda houve um paciente com resposta com duração maior que um ano após o uso de EMTr

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