RESPOSTA SURPREENDENTE A ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA (EMTr) EM PACIENTE COM DISTONIA E DISCINESIA
Fernanda Dias Weiler, Pedro Renato de Paula Brandão, Jairo de Barros Filho, Joaquim Pereira Brasil N
IX Jornada Científica do HUB BRASÍLIA-DF, 19 A 22 DE SETEMBRO DE 2006

Justificativa: Distonia é uma síndrome de contração muscular persistente caracterizada por uma ativação muscular excessiva e prolongada que gera tremor, movimentos repetitivos ou postura anormal. O tratamento sintomático da distonia é feito em bases empíricas, já que sua fisiopatologia é pouco conhecida. A EMTr é uma técnica não-invasiva, de baixo custo e indolor de investigação e modulação da excitabilidade cortical em humanos. Buscou-se, nesse estudo, avaliar a capacidade da EMT-r de baixa freqüência no córtex pré-motor de reduzir os sintomas clínicos de pacientes com forma severa e intratável de distonia secundária. Métodos: Paciente do sexo masculino, de 31a, morador de Brasília queixando de dor e apresentando distonia há 7 anos. Foram realizadas 5 sessões de estimulação magnética transcraniana de baixa-freqüência (1Hz) em dias
consecutivos, com 1200 pulsos cada, aplicados sobre córtex pré-motor esquerdo (2,5cm anterior ao hotspot do musculo interósseo dorsal), a 90% do limiar motor. Para avaliação, foram aplicadas a Escala de distonia de Burke, Fahn e Marsden (BMF) e a escala análoga visual de dor (VAS). Resultados: BMF e VAS demonstraram diminuição surpreendente de seus valores imediatamente após as aplicações (de um alto nível de dor para praticamente ausência). O paciente referia uma media de 20 a 30 espasmos dolorosos diários antes da aplicação e após a terceira aplicação nenhum espasmo doloroso diário foi relatado. Conclusão: Foi questionada a possibilidade de um possível diagnóstico de transtorno conversivo sobrepondo-se ao quadro neurológico de base e a dramática resposta a EMT pode ter sido resultado de sua ação neurofisiológica, mas
também de forte componente placebo, no campo da sugestionabilidade.

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