A EMTr lenta (estimulação magnética repetitiva de baixa freqüência) é capaz de inibir a atividade convulsiva?
Menkes DL; Gruenthal M.
Epilepsia 2000 Feb;41(2):240-2

A estimulação magnética de baixa freqüência é capaz de inibir a atividade convulsiva em animais de uma maneira semelhante ao efeito anticonvulsivante ocorrido após a convulsão induzida pela estimulação elétrica. Em roedores recebendo estimulação sobre a tonsila cerebelar durante sete dias em sessões com baixa freqüência (1 Hz por 15 minutos) produziu-se uma clara inibição em convulsões clônicas e melhora no limiar pós descarga (Weiss, 1995). A estimulação de baixa freqüência é mais efetiva que a de alta freqüência (10 ou 20 Hz) para atenuar convulsões. Embora a eletroconvulsoterapia reiterada também induza a um efeito anti-triggering, esse é rapidamente dissipado ao redor de cinco dias (Post, 1984). Em trabalho recentemente conduzido com um paciente portador de crises parciais refratárias ao tratamento medicamentoso devido a uma displasia cortical focal, a rTMS de baixa freqüência foi aplicada a uma freqüência de 0,5 Hz em cada sessão, duas vezes por semana durante 4 semanas. Os resultados demonstraram que o tratamento associou-se com uma redução de 70% na freqüência de convulsões e redução de 77% na freqüência de espículas interictais quando comparados ao mês prévio ao tratamento. (Menkes et al., 2000) Esses dados reforçam o conceito que a rTMS de baixa freqüência induz a uma inibição cortical. Menkes DL; Gruenthal M. Slow-frequency repetitive transcranial magnetic stimulation in a patient with focal cortical dysplasia. Epilepsia 2000 Feb;41(2):240-2

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