ESTIMULACAO MAGNETICA TRANSCRANIANA REPETITIVA (EMTr) : ELA TEM POTENCIAL NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO?
Padberg F, Moller HJ. Department of Psychiatry, Ludwing-Maximilian University, Munich, Germany.
CNS Drugs. 2003;17(6):383-403.

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) transformou-se na principal ferramenta de pesquisa em neurofisiologia clínica como um resultado potencial para a não-invasao e estimulação focada em regiões do córtex cerebral. Atualmente, estudos estão sendo conduzidos para investigar se a modulação da função cortical mediada pela EMTr pode também fornecer uma aproximação terapêutica nas desordens neurológicas e psiquiátricas. Achados pré-clínicos tem mostrado que a EMTr pré-frontal pode modular a função do sistema límbico-frontal, o que está reversivelmente alterado na Depressão Maior. RTMS também está sendo descoberta para exercer efeitos no sistema neurotransmissor envolvido na patofisiologia da Depressão Maior (por exemplo, estimular a liberação de dopamina subcortical e agir na linha central adrenal -pituitária-hipotalâmica, que está desregulada na depressão). Até hoje, numerosos estudos abertos e controlados com parâmetros de estimulação diversos, tem explorado o potencial antidepressivo da EMTr. O conceito de proceder com amostras pequenas na maioria das experimentações demonstrou efeitos antidepressivos significativos na atuação de EMTr comparado com um procedimento similar. O tamanho contudo, variou de modesto para substancial e a seleção dos pacientes foi focada em casos resistentes a tratamento. Além disso, a duração média de tratamento foi de aproximadamente duas semanas, o que é pequena comparada com outras intervenções para depressão. Experimentações maiores, multicentrais, que deveriam ser imperativas na demonstração da eficácia da EMTr, não foram conduzidas até agora. Uma futura aplicação de EMTr pode ser o tratamento para pacientes que não toleram ou que não respondem à farmacologia antidepressiva antes de tentar estratégias mais invasivas como a eletroconvulsoterapia e a estimulação do nervo vago. Teoricamente, EMTr também pode ser usada no começo do curso da doença a fim de apressar e aumentar o efeito da farmacoterapia antidepressiva. Contudo, esta aplicação não está sendo o foco clínico das experimentações atuais. Os esforços das pesquisas devem ser intensificados para se investigar melhor a eficácia da EMTr como uma intervenção antidepressiva e testar aplicações específicas da técnica no tratamento dos episódios depressivos.

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