RESUMO A estimulação magnética transcraniana (TMS) é uma nova tecnologia que promete ser um tratamento para transtornos psiquiátricos. Ela foi aplicada de uma forma experimental em uma vasta gama de condições. A evidência atual sugere um efeito antidepressivo importante. Neste artigo são revistos e comentados os principais estudos nos quais foi utilizada a TMS para depressão. Um grande número de estudos em animais e estudos clínicos introdutórios sugere que a TMS de repetição com alta freqüência (FF-rTMS) tem uma ação antidepressiva. Houve oito estudos cegos controlados com simulação. Dois destes estudos não mostraram evidência de efeito antidepressivo. Em um deles, poucos pulsos podem ter sido fornecidos, de tal forma que o estímulo ativo eventualmente foi inadequado. Em outro, a estimulação simulada possivelmente foi ativa. Todos os outros seis estudos demonstraram uma ação antidepressiva para o tratamento ativo. Houve duas comparações cegas entre FF-rTMS e eletroconvulsoterapia (ECT). Em uma delas, a FF-rTMS demonstrou ter um efeito antidepressivo próximo ao da ECT. Em outra, apesar de ser o resultado derivado de uma subanálise, a FF-rTMS teve um efeito antidepressivo igual àquele da ECT, para depressão maior não-delirante. Unitermos: Estimulação magnética transcraniana; Depressão; Tratamento.
ABSTRACT Transcranial magnetic stimulation in depression Transcranial magnetic stimulation (TMS) is a new technology which holds promise as a treatment of psychiatric disorders. It has been applied on an experimental basis in range conditions. Current evidence reveals an important antidepressant effect. This paper reviews and comments the main publications where TMS was used for depression. A large number of animal studies and introductory clinical studies suggests that fast frequency repetitive TMS (FF-rTMS) has an antidepressant action. There have been eight blind sham controlled studies. In one too few pulses may have been provided, such that the active stimulus may have been inadequate. In another, the sham may have been active. All of the remaining six studies showed a significant antidepressant action for the active treatment. There have been two blind comparisons of FF-rTMS and electroconvulsive therapy (ECT). In one, FF-rTMS was shown to have an antidepressant effect approaching that of ECT. In the other, in non-delusional major depression, although a sub analysis result, FF-rTMS had an antidepressant effect the same at that of ECT. Keywords: Transcranial magnetic stimulation; Depression; Treatment. |